"Nzambi a tu bane nguzu um kukaiela"

sábado, 23 de junho de 2018

DIA DE LUIZ GAMA

Dia 23 de junho de 2018, a partir das 12h00 nossa Comunidade Pan Africana, estará realizando o Dia de Luiz Gama. Em frente a sua herma, inaugurada e idealiza pela Comunidade Preta, em seu centenário, em
1930, no Largo do Arouche, em São Paulo.
Luiz Gama, é um Pan Africanista por essência. Sempre honrou o legado de nossos ancestrais e sempre se orgulhou de suas raízes africanas. Ele nasceu em Salvador, Bahia, em 21 de junho de 1830. E faleceu na cidade de São Paulo, em 24 de agosto de 1882.
Filho de uma africana chamada Luiza Mahin, provavelmente deportada para a África, após envolvimento numa série de lutas da primeira metade do século XIX.
Na carta à Lúcio de Mendonça, Luiz Gama se recusa a falar o nome do pai. Mas relata que era um branco de origem portuguesa. Que o vendeu em dezembro de 1840, com dez anos de idade, para pagar dívidas de jogos.
Após uma difícil jornada, onde, inclusive na província de São Paulo, Luiz Gama, fez uma viagem de Santos à Campinas a pé. Foi repelido – por muitos compradores de escravos, que temiam os escravos que tinham a mesma origem que ele – pelo fato de ter nascido na Bahia, local onde ocorreram muitas revoltas e insurreições, principalmente entre 1806 a 1837.
Tornou-se autodidata, contando apenas com o apoio de um estudante.
Em 1848, já sabendo ler e escrever, ele conseguiu provas sobre sua condição de livre.
Para não correr o risco de voltar para o cativeiro, ele assentou praça, servindo até 1854, quando recebeu baixa após ficar preso por 39 dias, acusado de insubordinação.
Tornou-se tipógrafo, poeta e tradutor. Foi o pai da imprensa humorística de São Paulo, imortalizado na cadeira número 15, da Academia Paulista de Letras.
Nosso herói imortal, libertou mais de 500 irmãos.
Primeiro abolicionista, nosso Orfeu de Carapinha, foi pioneiro em defender a República Estados Unidos do Brasil. “Um país sem escravo e sem rei”.
Ao frequentar espaços da Faculdade de Direito, tornou-se rábula, advogando em prol dos filhos da África.

Salve nosso Amado Herói.

Salve Getulino, Salve Luiz Gama.

COMUNIDADE PAN AFRICANA

segunda-feira, 23 de abril de 2018






quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

IGUALDADE RACIAL COMO TRAGEDIA OU FARSA - Yedo Ferreira

 29 de janeiro 2014 por mamapress
IGUALDADE RACIAL COMO TRAGEDIA OU FARSA.

Yedo Ferreira

Igualdade Racial – Tragédia e Farsa - Yedo Ferreira

Quando pretos (?) dos partidos de esquerda, em particular o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista do Brasil apoiam ostensivamente pretos como Marcelo Dias (PT) e Edson França (PC do B) na ação que fazem para impor a todo custo o mito da igualdade racial como objetivo a ser alcançado pelos negros do Brasil, sem sombra de dúvida que não há como uma militância negra histórica se manter em silencio diante desta farsa inominável.
A igualdade em política, ou seja, a igualdade como qualidade de mesma condição e habilidade no trato das relações humana com vista a obtenção de um resultado desejado, é a rigor, palavra qualificada positivamente e usada por pessoa determinada em contextos diferenciados.
Neste sentido tem-se a palavra igualdade usada de forma positiva como igualdade de direito, igualdade de oportunidade e outras formas de igualdade. Porém, quando igualdade é usada em política como relação entre pessoas com predomínio da condição étnica, “racial” ou religiosa, o resultado quase sempre é uma tragédia para aqueles que acreditam nesta relação de igualdade. A condição humana mantém uma certa igualdade entre pessoas, mas as condições; étnica, “racial”, religiosa e mesmo nacional, são determinantes na manutenção da desigualdade entre elas.
Na história da humanidade o número dos que acreditaram em igualdade entre pessoas é grande e os trágicos resultados para as pessoas que colocaram fé nesta forma de igualdade também não é um numero pequeno. O mais trágico porém, é que o erro de um, nunca serve de exemplo a não ser seguido, palo outro.
Ao ser empossado como Primeiro Ministro do Governo da República do Congo (antigo Congo Belga), Patrice Lumumba, no seu discurso da Independência da colônia belga, proferiu as seguintes palavras de um crente na igualdade entre as pessoas: “Rejeitamos a política de dominação e optamos pela cooperação numa base de IGUALDADE, no respeito mútuo a soberania de cada Estado”.
Acreditar numa relação de igualdade como base da cooperação e colaboração entre negros colonizados da África e brancos colonialistas da Europa, custou a Patrice Lumumba a sua vida, morreu assassinado pelos antigos colonizadores em quem acreditava se relacionar no mesmo patamar de igualdade.
A caminho do cadafalso, líderes negros da Inconfidência Baiana ou Revolta dos Búzios, ocorrida no ano de 1793, em Salvador, na Bahia, com certeza haviam de ter como último pensamento, que vão pagar na forca com suas vidas por terem um dia acreditado na igualdade que os brancos, simpatizantes da Igualdade, Liberdade e Fraternidade, lema da Revolução Francesa, de 1789, propagavam entre os negros para contar com a participação dos mesmos na luta que diziam querer fazer contra o governo colonial português instalado na Bahia.
Anos mais tarde, em abril de 1803, agora numa prisão na França de Napoleão Bonaparte, o líder da Independência do Haiti – primeira e única revolta de escravos africanos vitoriosa nas Américas – Toussaint 1. Ouverture, debilitado pelas péssimas condições do cárceres e nos seus últimos dias de vida, deve ter pensado na sua fidelidade a França da igualdade e liberdade e por ter acreditado no Governo da Revolução que reconheceu no espírito da igualdade entre nações “irmãs”, a Independência do Haiti.
Ao serem informados do falecimento do Toussaint na prisão dos franceses, seus antigos companheiros de liderança na Revolta do Haiti, Dessaline e Moise, com certeza devem ter pensado no alto preço que Toussaint pagou por acreditar na igualdade entre as pessoas do Governo da França e na liberdade dos oprimidos da revolução francesa.
Um caso marcante de igualdade entre pessoas onde predominou posições ideológicas nacional e “racial” entre as pessoas envolvidas como determinantes nas condições de trabalho das mesmas aconteceu no México, na região de Cananea, no ano de 1906.
Em julho de 1906, operários da mineradora Cananea Cooper Company, do norte americano, William Greene, cruzaram os braços e iniciaram um movimento de greve. O motivo era Greene que decidiu contratar mineiros norte americanos com salários infinitamente maiores dos que ele pagava aos outros mineiros, entre eles muitos antilhanos procedestes das possessões inglesas e francesas que tinham abolido o trabalho escravo, além do beneficio de jornada de 8 horas de trabalho diário que apenas os mineiros norte americanos usufruíam.
A principal reivindicação era: Igualdade de tratamento entre os mineiros e substituição dos capatazes norte americanos, brancos é obvio, que maltratavam apenas os mineiros não brancos.
No primeiro dia de greve houve confronto grave entre mineiros do México e norte americanos, resultando na morte de dez mineiros, entre eles nenhum era norte americano.
No segundo dia de greve, numa forma explícita de afirmação de que a divisão entre os mineiros era “racial” com verniz de ser nacional: mexicanos contra norte americanos – o internacionalismo proletário não se fez presente – chegou a região de Cananea, 275 fuzileiros do Fort Huachuca (Arizona/EUA), sob o comando do coronel Rining, em apoio aos mineiros norte americanos.
A repressão foi brutal e resultou em mais 30 mineiros assassinados – nenhum norte americano – com a prisão e condenação sumária dos líderes da greve a 15 anos de reclusão na temível prisão de San Juan de Ulúa.
Enfim, 40 mortos e reclusão dos líderes da revolta, o saldo da greve de reivindicação por igualdade de tratamento no trabalho entre mineiros negros e brancos.
Assim negros (as) do PT e do PC do B que se deixam influenciar pelo branco do partido para fazer ações por igualdade racial, ignoram ou nenhuma importância dão fatos que a História registrou, uma vez que fatos históricos como os acima citados têm que ser olhados como exemplos trágicos do passado que não podem (nem devem) ser repetidos. Levantar bandeira de pró igualdade racial é um erro que cometem: Marcelo Dias (PT) com “igualdade racial é pra valer” e Edson França (PCdoB) com “…planos de igualdade racial com metas qualitativas…”
Em vista de que Marcelo Dias e Edson França se dizem marxistas não é demais lembrá-los de Karl Marx, “de que a história não se repete, mas sim fatos históricos por ventura semelhantes”, acrescentando “que podem se repetir como farsa ou tragédia”. Na conclusão de Marx, se um determinado fato histórico se realizou no passado como farsa, ele vai com toda a certeza se repetir no futuro como tragédia. O contrário também é verdadeiro: se o fato histórico aconteceu como tragédia ele vai se repetir como farsa.
Esse pensamento de Marx é uma retificação ao que falou seu antigo mestre Hegel (Friedrich) que “todo povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, repetir os erros cometidos o que é óbvio.
A verdade é que Hegel e Marx estavam certos, apenas em Hegel uma retificação de que um povo não aprende conhecendo apenas a sua história. Um povo aprende também conhecendo a história de outros povos, as suas vitórias e suas derrotas. Negros (as) do PT e PC do B melhor seriam se aprendessem com os pensamentos dos dois alemães. A final; se aceitam passivamente a orientação do branco do partido no qual são filiados para acreditar numa improvável igualdade racial, não há então nenhum absurdo em adotarem para as suas ações políticas, os pensamentos desses dois brancos alemães. Pelo menos nunca mistificaram como fazem os brancos dos dois partidos: Não acreditam em igualdade entre as classes sociais mas induzem negros (as) a acreditar em igualdade racial. Igualdade entre “raças” (?).
Da farsa e tragédia pensadas por Marx aplicada no marco da história do negro no Brasil, tem-se o decreto que aboliu a escravidão do negro no Brasil, assinado pela Princesa Isabel chamada a Redentora, é sem duvida um fato histórico importante. Contudo, não há como negar que esta Lei Aurea em si, resultou numa grande tragédia para os descendentes de escravos, mantidos por mais de um século, no subemprego e nas favelas, condições de vida das quais nunca se libertam.
O Estatuto de Políticas para a promoção da igualdade racial, lei assinada pelo Presidente Lula, chamada por negros (as) partidários, de nova “Lei Aurea”, tinha como pressuposto (ou deveria ter) mudar as condições de vida dos descendentes de escravos. Porém, passado anos em que a lei se encontra em vigor, nada mudou nas condições de vida dos descendentes de escravos, ainda nas favelas e nos subempregos. Sendo assim, não há como negar que o fato histórico como ato em que o Estatuto foi sancionado, é uma grande farsa.
Se os dois fatos históricos – se assim forem considerados – estiverem (e estão) de acordo com as afirmações de Marx; de fato histórico semelhante se repetir como farsa ou tragédia, então, a Lei Aurea foi a tragédia dos descendentes de escravos e o Estatuto de Igualdade Racial, a farsa. Uma farsa que não se tornou maior do que ela mesma, porque nenhum dos “pretos” presente no ato no Palácio Presidencial, reuniu coragem suficiente para de joelhos beijar a mão do Presidente Lula e assim repetir a atitude de José do Patrocínio, que, de joelho beijou a mão da Princesa Isabel.
Um fato graciosamente original que não pode deixar de ser citado: A Lei Aurea tragédia, O Estatuto, farsa. A democracia racial como farsa e a igualdade racial a tragédia. Resulta desses fatos que crença na igualdade racial é tragédia e farsa ao mesmo tempo. Nem mesmo Marx nos seus melhores momentos reflexivos pensou neste fato no mínimo inusitado.
De retorno a História, os fatos que nunca devem ser esquecidos, é que na revolta dos Búzios, na Bahia, na Revolta dos Escravos, no Haiti, na revolta dos mineiros, no México, havia em todos os envolvidos nessas revoltas, uma crença explicita na igualdade como um objetivo que esperavam alcanças com a luta que travavam.
Uma observação importante é que em todos os casos aqui citados de aspiração a igualdade entre pessoas, negros e brancos encontram-se em posições diametralmente opostas e sob a influencia de uma implícita ideologia, mas que é determinante. Porém existe um fator entre eles, a crença do negro na igualdade, onde só ele acredita na relação de igualdade entre negros e brancos.
Na Revolta dos Búzios, os brancos induziram os negros a tomarem para si, para confrontar a Coroa Portuguesa, os lemas igualdade e liberdade da revolução Francesa a qual eles tinham simpatias. Mas na repressão a revolta apenas os negros foram supliciados, os brancos que os induziram a revolta, a Coroa Portuguesa foi condescendente, uma vez que nenhum branco sofreu repressão alguma.
Na revolta dos Escravos no Haiti, Napoleão Bonaparte, que antes fora considerado avalista dos ideais da Revolução Francesa, de liberdade e igualdade, além de ser uma personalidade que Tossaint confiava, enviou seu exercito para esmagar no Haiti, a liberdade que Toussaint aspirava e a igualdade que acreditava.
A Revolta dos Mineiros no México, não teve melhor sorte os que acreditavam na igualdade entre as pessoas onde predominava uma determinada ideologia.
O grande escritor francês, Vitor Hugo, na sua obra prima, Os Miseráveis, ao retratar a Revolta de Paris, de 1815, na qual se pretendia o renascimento dos ideais republicano de Igualdade, Liberdade e fraternidade da Revolução Francesa de 1789, revolta que Vitor Hugo participou ativamente, e cujo resultado o levou ao exílio na Inglaterra, ao ser expulso da França, vaticinou: “Só existe igualdade na morte.”
Os negros/negras não omissos devem responder o que pensam da igualdade racial de Marcelo dias e Edson França.

Nota da Redação: Yedo Ferreira, 80 anos, ativista e  militante histórico do Movimento negro é internacionalista e das Reparações Já.

Fonte: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/29/igualdade-racial-como-tragedia-ou-farsa/

Acesso: 31/Jan/2018

sábado, 27 de janeiro de 2018

SE ATENTEM A TODAS AS INFORMAÇÕES DO TEXTO! AS DÚVIDAS DE TODOS JA ESTÃO SENDO RESPONDIDAS NO PRÓPRIO POST.

Todos pela Liberdade de Babiy Querino. Jovem negra presa injustamente no dia 16/01.

Babiy é uma jovem negra de 19 anos que foi presa injustamente acusada de fazer  parte de 2 assaltos.

Entenda o caso: Um parente de Babiy assaltou um carro a mão armada com um grupo em 10/09/2017 dia esse que ela se encontrava fora de SP pra trabalho. Mas, no dia da prisão de seu parente, 04/11/2017 Babiy estava presente e foi levada a delegacia acusada de fazer parte do grupo. Ela prestou depoimento e explicou que era inocente e que no dia do roubo estava fora de SP e podia provar com fotos em seu celular, celular esse que foi resetado pelos policiais o que fizeram a perder suas fotos e mais informações, que eram suas provas.  Seu parente e restante do grupo prestaram depoimento que provava sua inocência e ela foi liberada. Mesmo sem provas contra ela, foram aberto 2 processos contra ela e agora em  16/01/2018 foi emitido um mandado de prisão e ela foi encaminhada pra Penitenciaria de Franco da Rocha.

Babiy Querino é mais uma vitima do racismo e do sistema penal, que condena pessoas sem provas. E por isso, estamos na luta por sua liberdade, nos ajude divulgando o caso e com doaçoes diretamente para sua Mãe.

O caso já está com um advogado e agora estamos realizando esta campanha justamente pra ajudar os familiares a arcar com os pagamentos.
Peço que nos auxiliem! Axé irmãos.

Coloquem #TODOSPORBABIY

Dados:

Nome: Fernanda Regina Querino
Banco: Caixa Econômica
Agência: 0246
Conta: 00008310-0
Digito: 013

Segue página do advogado responsável pelo caso:  Dr. Bruno Cândido Sankofa - Advocacia

SE ATENTEM AOS EDITS ABAIXO GENTE:

Edit 1: Pessoal pra algumas pessoas que estão com dúvidas sobre o caso.
Já contatamos Defensoria e demoraria demais pra pegarem o caso, pela agilidade do processo resolvemos contratar um particular.

Edit 2: A postagem está sendo atualizada a cada novidade sobre o caso.
Está ocorrendo das pessoas orientarem a gente nos comentários, mas todas as orientações e ações com a Defensoria, Fórum e demais órgãos responsáveis já foram feitas antes da contratação do advogado particular.
Defensoria deu prazo de até 3 meses pra pegar o caso, porque SP é grande demais e existem filas de casos/demandas a serem defendidos (tempo demais pre ela ficar presa) e por esta razão contratamos o advogado particular, que por sinal defende causas do tipo e principalmente da população negra.
Tenham paciência e se ATENTEM as informações que posto nos Edits abaixo.

Edit 3: Barbara teve seu celular resetado devido às provas, mas estaremos verificando formas de resgatar as fotos perdidas para auxiliar na defesa do caso.

Edit 4: Já iremos verificar esta semana formas tecnológicas pra puxar os dados do celular pra de alguma forma auxiliar na defesa, ou seja, ja temos ciência sobre a busca das informações na nuvem e demais locais que armazenam as informações do próprio celular.

Edit 5: O advogado já está com o caso e recorrendo aos locais necessários pra coletarmos as provas.



Fonte: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1617838384975198&id=100002471557336 

Acesso: 26/Jan/2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

protestation contre l'esclavage en Libye


Nous invitons tous nos frères et sœurs, sympathisants et sympathisantes à  la manifestation pacifique de protestation contre l'esclavage en Libye .

Cette manifestation de protestation , sous aucune connotation politique ou partisane sera organisée le 12 janvier 2018 à partir de 16h à l'avenue paulista,1963 en face de l ambassade d Italie.

l Italie a pas mal contribué financièrement avec la collaboration des autorités libyennes à stopper les migrants subsahariens en les réduisant  à l'esclavage.

Nous sollicitons à tous les manifestants de se munir de pancartes protestant leur dessacord face aux pays complices  et trafiquants d'esclaves en Libye.

Nous dénonçons avec la dernière énergie la participation des pays comme l'Italie,la France l'union européenne des accords passés entre la Libye pour bloquer les migrants à rentrer en Europe.
Nous dénonçons aussi le laxisme de l'Union africaine (U.A),de l’organisation des nations unies  (ONU),de la ligue arabe et de certains pays africains face à cette humiliation inhumaine et face à ce racisme.

Enfin nous comptons sur l'appui de tous nos frères africains,afro-descendants,la diaspora à manifester , à lutter contre la fin de l'esclavage  en Libye.

Act for the Freedom of our Slavery Brothers in Libya


We call on our entire community to participate in the Independent Act for the Freedom of our Slavery Brothers in Libya.

United, without acronyms of organizations; without acronym of political parties; and respecting the ideal of the cause above all else.

The Independent Act will be held on January 12, 2018, with concentration starting at 4:00 pm on Paulista Avenue, 1963, in front of the Italian Consulate.

The Act will occur in front of the Italian consulate, because Italy has been collaborating directly with the enslavement of our Brothers. Italy is working together with the Libyan Coast Guard.

We ask that each sister and brother elaborate their denunciation on cards with statements that indicate the omission or participation of countries and organs in the enslavement of our Brothers.

We repudiate the cowardly participation of Italy that has delivered our brothers to the slave-smugglers of Libya in a criminal way. And we also repudiate the participation of the United State of American (USA), the United Nations (UN), European Union (EU), North Atlantic Treaty Organization (NATO), and the Arab League, who are directly responsible for the devastation of African nations, for their corporations, above all in favor of racism.

We hope to count on our entire Black Community in the fight for the Freedom of our Brothers.

Ato Independente pela Liberdade de nossos Irmãos Escravizados na Líbia


Convocamos toda a nossa comunidade para participar do Ato Independente pela Liberdade de nossos Irmãos Escravizados na Líbia.

Unidos, sem siglas de organizações; sem siglas de partidos políticos; e respeitando o ideal da causa acima de tudo.

O Ato Independente será realizado no dia 12 de janeiro de 2018, com concentração a partir das 16h na Av. Paulista, 1963, em frente ao Consulado da Itália.

O Ato ocorrerá em frente ao consulado italiano, porque a Itália vem colaborando diretamente com a escravização de nossos Irmãos. A Itália está trabalhando em conjunto com a Guarda Costeira da Líbia.

Solicitamos que cada irmã e irmão elabore sua denúncia em cartolina(s) com dizeres que apontem a omissão ou participação de países e órgãos na escravização de nossos Irmãos.

Nós repudiamos a participação covarde da Itália que tem entregue de forma criminosa nossos Irmãos para os traficantes de escravos da Líbia. E repudiamos também a participação dos EUA, da ONU, OTAN, UE, e da Liga Árabe, responsáveis diretos pela devastação das nações Africanas, em prol de suas corporações, acima de tudo em prol do racismo.

Esperamos contar com toda a nossa Comunidade Preta na luta pela Liberdade de nossos Irmãos.

Seria positivo que africanos da Diáspora possam construir atos em suas respectivas regiões.

Movimento negro organiza ato contra a escravidão de africanos na Líbia (Pedro Borges) 11 Janeiro 2018

Manifestação é articulada de maneira independente por ativistas do movimento negro e africanos residentes na cidade de São Paulo. Organizadores responsabilizam o governo italiano pela escravização de pessoas no norte da África

Texto / Pedro Borges

Imagem / Ahamed Jodallah (Reuters)

Protesto contra a escravidão de africanos na Líbia ocorre nesta sexta-feira, 12 de Janeiro, das 16h às 20h, em frente ao Consulado Geral da Itália, na Avenida Paulista, 1963. O ato é organizado de maneira independente, sem a articulação de entidades ou partidos políticos.
Os manifestantes convocam os negros brasileiros a participarem do protesto como forma de solidariedade aos crimes que ocorrem no norte do continente africano. Os articuladores do ato também incentivam a produção de cartazes com denúncias da venda de seres humanos na Líbia e com exigências ao Estado italiano.
No evento no Facebook, o protesto também é convocado em língua inglesa. O objetivo é o reunir o máximo de africanos da diáspora moderna em frente ao Consulado Geral da Itália e pedir o fim da barbárie na Líbia.
A queixa se volta ao governo italiano porque as medidas adotadas pelo país, como o financiamento da guarda costeira líbia, são apontadas como responsáveis por criar o terreno fértil para a atuação dos traficantes de pessoas.
O país fez um pacto com a Líbia para diminuir a entrada de imigrantes na Europa. Antes, quando as embarcações eram avistadas, a marinha italiana era acionada para resgatar os sujeitos, e, consequentemente, obrigada a levá-los à Europa, onde os salvos pediam asilo.
O governo italiano decidiu financiar a marinha costeira da Líbia para que ela fizesse esse resgate e devolvesse as pessoas ao continente africano. São esses sujeitos, em condições vulneráveis, vindos de regiões como a África Subsaariana, que ficam à mercê dos traficantes de seres humanos.
Dados comparativos entre Janeiro e Novembro de 2016 e 2017 mostram que houve uma redução na entrada de imigrantes. No ano passado, 114.606 fizeram essa travessia com sucesso, quantia 31,10% menor do que a contabilizada em 2016.
Essa volta aos milhares de pessoas em péssimas condições financeiras de diversos países do continente africano para a Líbia é o que tem possibilitado a ação de traficantes de seres humanos, que foram denunciados vendendo mulheres e homens negros em leilões ao céu aberto. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que estejam hoje na Líbia de 700 mil a 1 milhão de imigrantes.
A equipe de reportagem do Alma Preta entrou em contato com o Consulado Geral da Itália, e perguntou sobre como o governo italiano via o assunto, qual a responsabilidade do país, e quais medidas têm sido tomadas para frear a situação. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno do consulado.


Primeiro ato realizado em São Paulo como forma de denúncia à escravidão na Líbia (Foto: Reprodução)

A escravidão de seres humanos na Líbia
O escândalo do mercado de seres humanos na Líbia ganhou força no mundo em 14 de Novembro de 2017, quando a reportagem da televisão norte-americana, CNN, mostrou a todos imigrantes africanos sendo vendidos na Líbia por valores que equivalem a R$ 2,5 mil.
De acordo com a TV dos EUA, naquele momento, havia leilão de pessoas em pelo menos nove cidades líbias. Nas gravações, as pessoas aparecem sendo leiloadas ao ar livre, e os vendedores se mostram a vontade, como se estivessem em uma feira.
"Alguém precisa de um escavador? Este é um escavador, um homem grande e forte", afirma um dos vendedores.
O crime já havia sido notificado em Abril pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas sem ter ganho repercussão mundial.
Hamidou Anne, analista do Think Thank África, afirma que essas informações já eram de conhecimento das autoridades.
“Com exceção do cidadão comum, todo mundo sabia, os governantes, as organizações internacionais, os líderes políticos”.
A visão é corroborada por Alioune Tine, diretor para a África ocidental e central na Anistia Internacional. “A tomada de reféns, a violência, a tortura, os estupros eram normais na Líbia, e da escravidão já se fala faz tempo”.


Africanos residentes em São Paulo e ativistas do movimento negro denunciam escravidão na Líbia (Foto: Reprodução)
A Líbia nos dias de hoje

A situação também é reflexo da fragilidade econômica e social da Líbia, algo que remonta ao início da Primavera Árabe, em 2011, quando protestantes pediam a saída de Muamar Kadafi.
A repressão aos atos por parte do governo provocou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aproximação militar entre a Europa e os EUA, a atacar o país. Depois da invasão estrangeira, Kadafi, já enfraquecido, optou por fugir, foi pego por manifestantes e espancado até a morte.
Após a morte de Kadafi, o país entrou em profunda crise política. A nação hoje é governada por milícias, e o governo central de Tripoli dispõe de pouca infraestrutura para exercer seu poder.
Nesse contexto, as milícias ganharam força e hoje fazem a travessia de pessoas, que fogem de conflitos armados ou buscam melhores condições de vida. A distância via mar entre os dois países, Itália e Líbia, é de apenas 400 km.
A relação entre a Itália e a Líbia
Os subsídios dados pelo governo italiano ao líbio não vem de hoje. Desde a época de Muamar Kadafi, o então premiê Silvio Berlusconi já havia feito um pacto com o governo de Trípoli nesse sentido.
As relações entre os países, porém, se estreitaram nos últimos anos com o aumento da entrada de imigrantes africanos na Europa. Em Fevereiro de 2017, a Itália assinou um acordo oficial de 236 milhões de dólares com a Líbia para treinar e equipar a guarda costeira do país africano.
Tarek Shanbour, diretor do departamento de segurança costeira em Trípoli, afirmou em entrevista o recebimento de verbas do país europeu."Nós nos encontramos com os italianos hoje, e esperamos receber 200 milhões de euros (R$ 746 milhões), que distribuiremos de acordo com nossas necessidades".
O líder da principal milícia que atua no país, Ahmed Dabbashi, em entrevista ao “The Times”, mostrou que o esquema está para além da Itália. Ele disse que o governo de Trípoli, apoiado pela ONU, havia prometido barcos, veículos, salários em troca de cooperação. Esses investimentos do governo italiano e da ONU são feitos ao governo líbio, que os repassa para as milícias costeiras.
O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Giro, negou o repasse de verba para as milícias, mas disse que há a possibilidade que ex-traficantes tenham recebido assistência por meio de verbas para hospitais e remédios.
Depois das denúncias virem à tona, o governo francês pediu uma reunião de emergência com o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
No dia 21 de Novembro, o Conselho aprovou medidas para conter o tráfico de pessoas e o trabalho escravo. A resolução exige mais investigação para acabar com as redes de venda de pessoas, e pede maior apoio aos imigrantes vítimas. A ONU também pediu maior cooperação entre os países e o uso de tecnologia para enfrentar essa atividade criminosa.
Outra reunião foi feita, no dia 29 de Novembro, entre a França, Níger, Chade, Marrocos, ONU, União Africana e União Europeia. O objetivo era pensar em medidas para minar a ação de traficantes de seres humanos.


Ativistas conclamam pela participação da comunidade negra brasileira no ato (Foto: Reprodução)

Protestos
No dia 8 de Dezembro, cerca de 300 pessoas se reuniram na Praça da Sé em São Paulo para protestar contra a escravização de africanos na Líbia. Manifestações como essa ocorrem em outras partes do mundo.
Em Paris, cidade marcada por imigrantes africanos, um grande protesto reuniu cerca de mil pessoas no dia 18 de Novembro para exaltar a liberdade como um direito fundamental. O ato ocorreu em frente à embaixada da Líbia.
No dia 25 de Novembro, ato em Bruxelas reuniu centenas de pessoas e terminou com 50 delas detidas pela polícia. Os manifestantes também denunciavam a violência na Líbia.
As denúncias também deixaram jogadores de futebol por toda parte do mundo indignados. Atletas como Paul Pogba, camisa 10 da seleção francesa e um dos principais jogadores do Manchester United, e Cheik Doukouré, jogador do Levante e da seleção da Costa do Marfim, se pronunciaram contra a escravidão de sujeitos durante partidas oficiais.

Fonte: http://www.almapreta.com/editorias/mama-africa/movimento-negro-organiza-ato-contra-a-escravidao-de-africanos-na-libia

Acesso: 11/Jan/2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

"Em resposta ao seu último telegrama, gostaria de fazer um último apelo para você agir com senso de responsabilidade e de acordo com o interesse da África, e eu sei que você também deve tê-los em seu coração. O mundo inteiro sabe que o seu pretenso estado foi criado com o apoio de interesses estrangeiros. Suas ações foram aplaudidas na África do Sul e nas Rodésias, porém condenadas por todos os outros estados Africanos independentes. Isso, pelo menos, deve lhe alimentar com alguns pensamentos. Toda a sua administração depende de funcionários belgas que se opõem fundamentalmente à independência Africana, e que estão apenas usando você como uma ferramenta. Eles o descartarão assim que você cumprir sua finalidade. Nenhum verdadeiro Nacionalista Africano poderá confiar em você enquanto você continuar a se permitir ser usado como tal. Seu nome agora está ligado abertamente aos exploradores estrangeiros e opressores de seu próprio país. Na verdade, você reuniu em seu apoio os principais defensores do imperialismo e do colonialismo em África e os adversários mais determinados da Liberdade Africana. Como você pode, como Africano, fazer isso? Apelo a você, com toda sinceridade, para denunciar aqueles que estão apenas usando você como um marionete e que não têm mais respeito por você do que têm pela liberdade e independência Africanas.

Suas alegações de comunismo contra a República do Congo mostram quão longe você foi sob a influência da África do Sul, que considera qualquer movimento para a liberdade Africana como comunista. Você permitiu que os belgas controlassem as notícias que saíam de Katanga. No entanto, é claro que uma desordem séria está ocorrendo na parte norte da província de Katanga, e que sua política está colocando em perigo a vida de Africanos e mesmo europeus. Deixe-me mais uma vez apelar para você e Ngalula para reconsiderar a posição que vocês se colocaram, e para trabalharmos pela unidade, para o Congo e para a África."

Kwame Nkrumah respondendo a um telegrama de Moïse Tshombe, onde alegava que o governo de Lumumba era ilegal e dominado pelos comunistas.



sábado, 23 de dezembro de 2017

Kwanzaa

CONHEÇA A CONFRATERNIZAÇÃO AFRICANA – KWANZA
Conheça a confraternização africana Kwanza

Foto Divulgação

Kwanzaa, uma espécie de confraternização africana milenar, resignificada pelo Dr. Maulana Ron Karenga, criador da organização panafricaista  United Slaves ( Escravos Unidos ) nos Estados Unidos.  O Dr. Ron Karenga, conhecido também com Ron “Maulana” Everett”, em Kiswahili foi o primeiro preto a estudar na Universidade da Califórnia, onde aconteceu realização da primeira Kwanza no ano de 1966.

Karenga afirma que a celeração do Kwanza não é uma substituição a feriados religiosos e sim um momento em que os pretos e pretas possam comemorar a semelhança de como faziam nossos ancestrais, antes de serem seqüestrados pelos europeus caucasianos.


Kwanzaa é uma celebração panafricanista  com foco nos valores ancestrais e culturais africanos, com foco na (r)estruturação da família preta,  na responsabilidade comunitária e espiritual e enfoque na autonomia política e econômica.  Não é um feriado político, ou religioso, mas um momento de celebração do povo preto ao redor do mundo que visa resgatar/reconstruir nossa humanidade dilacerada pela escravidão, colonialismo e racismo. A palavra é derivada da frase em Kiswahili ‘Kwanza do Ya Matunda’, que significa ‘Primeiros Frutos da Terra’, fazendo menção a celebração das primeiras colheitas que eram feitas por diversos povos africanos.

A kwanzaa é celebrada a  partir do dia 26 de dezembro até o dia 01 de janeiro, sendo cada um dos dias relacionado  a um princípio diferente “Nguzo Saba”, ou seja, os setes princípios. Os sete dias de celebração são:

UMOJA – Significa unidade, e representa manutenção da unidade na família, na comunidade, na nação e na raça.

KUJICHAGULIA – Significa Autodeterminação, representa os valores de determinação que o povo preto deve apresentar para resolver as questões que nos afligem.

UJIMA – Significa Trabalho Coletivo e Responsabilidade, Construção conjunta e manutenção da nossa comunidade unida para fazer nossos problemas da irmã e dos irmãos nossos problemas e para resolvê-los junto.

UJAMAA – Significa Economia cooperativa, para construir e manter nossas próprias lojas, supermercados e outros negócios e para comercializar junto com nossos irmãos e irmãs pretas.

NIA – Significa Finalidade, almeja a construção do coletivo e tornar-se de nossa comunidade a fim restaurar nossos povos a sua grandeza outrora tradicional.

KUUMBA – Significa Criatividade, tem por objetivo fazer sempre quanto nós pensemos ser necessário, a nossa maneira, a fim deixar nossa comunidade mais bela e benéfica do que quando nós a herdamos, sempre buscando a melhoria do povo preto.

IMANI – Significa Fé, para acreditar com nossos corações em nosso povo preto, nossos pais, nossos professores, nossos líderes e a vitória de nosso esforço.

As celebrações do Kwanzaa estão recheadas de simbolismos especiais. A esteira (Mkeka ) posta sobre a mesa significa a fundação histórica dos ancestrais africanos , acima dele fica o candelabro de sete braços (Kinara), as frutas, verduras e plantas de origem africana colocadas em cima da mesa (Mazao), junto com as sete velas que representam as virtudes do Kwanzaa – uma preta, três vermelhas e três verdes  (Mishumaa Saba). As espigas de milho (Muhindi) representam a continuidade do povo através das crianças, a taça (Kikombe cha Umoja) posta representa a unidade familiar e comunitária e os livros a nossa história. Por fim, a Bandeira RBG (RED BLACK GREEN)  simbolo do nacionalismo preto, da concepção panafricanista de mundo, sendo que o vermelho representa o sangue do nosso povo através das lutas e sobrevivências históricas, o preto representa a cor da nossa pela, nos unindo por um tronco ancestral comum e o verde toda nossa riqueza oriunda da terra.

Em Salvador, acerca de 10 anos atrás, um grupo de panafricanista, sob a liderança do professor, poeta e militante do movimento preto Walter Passos,  começou a celebrar Kwanzaa e a projetá-la como um movimento de caráter político a ser celebrado por pessoas pretas do Brasil inteiro.  Em  São Paulo, a UCPA (União dos Coletivos Pan Africanistas ) também realiza suas celebrações de Kwanzaa, conclamando as pessoas pretas a assumir a identidade africana,  o pertencimento africano e a luta contra o racismo e neo colonialismo.

Por THEMBI SEKOU OKWUI
José Raimundo

Fonte:
http://revistaquilombo.com.br/conheca-a-confraternizacao-africana-kwanza/

Acesso:
22Dez2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Stokely Carmichael - Discurso Free Huey Newton (1968): "Nós somos seres humanos e temos emoções...

"Nós somos seres humanos e temos emoções. Estamos lutando pela nossa humanidade! Estamos lutando por nossa humanidade! E ao recuperar nossa humanidade, reconhecemos todas as emoções que temos em nós. Se você tem amor, você tem que ter ódio. Você não tem emoções só de um lado, você sempre tem dois lados: quentes, frios; branco, preto... tudo o que acontece... o amor, o ódio. Porque se você não tem ódio, você não pode diferenciar o amor. Você não pode diferencia-lo! Não pode.

Agora, então, isso nos leva ao ponto sobre comunismo e socialismo. Vamos ao ponto, de uma vez por todas. O comunismo não é uma ideologia adequada para pessoas negras. (aplausos) O socialismo não é uma ideologia voltada para as pessoas negras!(aplausos) Eu vou dizer o porquê e deve tornar-se claro em nossas mentes. Agora não digo isso porque os honkys (brancos) nos chamam de comunistas; não importa o que eles nos chamam, não faz diferença.

As ideologias do comunismo e socialismo falam da estrutura de classes, falam das pessoas que oprimem o povo. Não estamos apenas enfrentando exploração, estamos diante de algo muito mais além. Estamos diante do racismo, porque somos as vítimas de racismo. O comunismo nem o socialismo falam sobre o problema do racismo, e o racismo para os negros deste país é muito mais importante do que a exploração, porque não importa quanto dinheiro você tenha, quando se está no mundo branco você ainda é um negro... (aplausos) você ainda é um nigger... você ainda é um nigger. De modo que, para nós a questão do racismo se torna mais prioritária em nossas mentes. Torna-se em primeiro lugar em nossas mentes.

Como é que vamos destruir as instituições que procuram manter-nos desumanizados? Isso é tudo o que estamos falando, a questão da exploração vem em segundo lugar. Agora para os brancos que são comunistas, a questão dos comunistas vem em primeiro, porque eles são explorados por outras pessoas brancas. Se fossemos explorados por outras pessoas negras, então se tornaria uma questão de como dividir os lucros. Não é o nosso caso, é uma questão de como podemos recuperar a nossa humanidade e começar a viver como gente. E não fazemos por causa dos efeitos do racismo no país.

Temos que, portanto, conscientemente galgar uma ideologia que lida com o racismo em primeiro lugar. E se fizermos isso, reconhecemos a necessidade de se juntar com os 900 milhões de pessoas negras no mundo de hoje. (aplausos)

http://spqvcnaove.blogspot.com.br/2014/05/stokely-carmichael-discurso-free-huey.html?m=1

Kwame Ture, mais conhecido como Stokely Carmichael: "Todos os pretos são meus irmãos e amo-os

"Todos os pretos são meus irmãos e amo-os. Sou o primeiro ministro dos Panteras Pretas e estou preparado para sacrificar a minha vida pela união dos Pretos" - Kwame Ture, mais conhecido como Stokely Carmichael

Fonte: livro Caderno d.quixote 18 Black Power Poder Negro

Stokely Carmichael: “Nos últimos quatrocentos anos, o afro-americano tentou coexistir pacificamente nos Estados Unidos

Stokely Carmichael: “Nos últimos quatrocentos anos, o afro-americano tentou coexistir pacificamente nos Estados Unidos. Foi inútil. Nós nunca linchamos um homem branco, nunca queimamos suas igrejas, nunca bombardeamos suas casas, nunca os espancamos pelas ruas. Gostaria que pudéssemos dizer o mesmo das pessoas brancas de todo o mundo. Nossa história demonstra que a recompensa por tentar coexistir em paz tem sido o assassinato físico e psicológico do nosso povo. Nós fomos linchados, nossas casas foram bombardeadas e nossas igrejas queimadas. Agora, estamos sendo abatidos como cães pelas ruas por policiais racistas brancos. Não podemos mais aceitar essa opressão sem retaliação. Entendemos isso à medida que expandimos a nossa resistência e internacionalizamos a consciência do nosso povo; como o nosso irmão martirizado Malcolm X, teremos a retaliação do governo, como ele sempre faz. À medida que a luta da resistência se intensificar.  […] E até o fim, vamos trabalhar com os nossos irmãos e irmãs comuns do Terceiro Mundo na luta contra essa opressão.”