"Nzambi a tu bane nguzu um kukaiela"

domingo, 1 de janeiro de 2017

XXVII YOUNG BLACK - Reforçando a Identidade do Jovem Preto



Sábado, 14 de janeiro às 13:00 - 19:00

CASA DE CULTURA GRAJAÚ - PALHAÇO CAREQUINHA
Endereço: Rua Professor Oscar Barreto Filho nº 50
Parque América - Grajaú - São Paulo - SP

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


Escola Pan Africana Marcus Mosiah Garvey


sábado, 17 de setembro de 2016

SÁBADO, 24 DE SETEMBRO - 14H

UM CÁSSICO DE SPIKE LEE,COM UMA EXCELENTE TRILHA SONORA. 

(FILME E DISCUSSÃO)


SINOPSE: Crooklyn é um filme de Spike Lee no qual a atriz Alfre Woodard estrela como Carolyn Carmichael, uma mãe carinhosa e preocupada que luta com dificuldades para acertar a vida de seu marido Woody (Delroy Lindo), um músico desempregado, e educar seus cinco filhos.
Complementado por uma contagiante e exclusiva trilha sonora de Rhythm & Blues, este delicado filme, repleto de cores, é um tributo à família americana.

LOCAL: Rua Manima, 68, São Paulo - SP, 08180-140, Brasil

(TRAV. DA RUA TIETÊ - PENÚLTIMA RUA A ESQ)

(JD. HELENA (PONTO FINA)

* CONTRIBUIÇÃO: SUCO, SALGADOS,DOCES,FRUTAS, ETC

quarta-feira, 14 de setembro de 2016



Lançamento do livro ASSATA SHAKUR - ESCRITOS com Gilza Marques e Andreia Beatriz (REAJA) 

"Meu nome é Assata Shakur (nome de escrava Joanne Chesimard) e eu sou uma Revolucionaria Preta." 

+ ESPECIAL TUPAC SHAKUR (videoclipes) 

+ Intervenção poética com Beatriz Venâncio e Daniel Marques.



Lançamento do livro ASSATA SHAKUR - ESCRITOS com Gilza Marques e Andreia Beatriz (REAJA) 

"Meu nome é Assata Shakur (nome de escrava Joanne Chesimard) e eu sou uma Revolucionaria Preta." 

+ ESPECIAL TUPAC SHAKUR (videoclipes) 

+ Intervenção poética com Beatriz Venâncio e Daniel Marques.

LANÇAMENTO DO LIVRO "ASSATA SHAKUR: ESCRITOS (GILZA MARQUES e ANDREIA BEATRIZ)



Lançamento do livro ASSATA SHAKUR - ESCRITOS com Gilza Marques e Andreia Beatriz (REAJA) 

"Meu nome é Assata Shakur (nome de escrava Joanne Chesimard) e eu sou uma Revolucionaria Preta." 

+ ESPECIAL TUPAC SHAKUR (videoclipes) 

+ Intervenção poética com Beatriz Venâncio e Daniel Marques.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

"Amor preto como elemento estruturante da causa pan-africana" (Abisogun - UCPA - Setembro/2016

O povo preto carece de uma percepção: a necessidade de construir uma identidade que possa transcender as mediocridades inerentes à condição humana e, assim, elevá-lo ao patamar que lhe é de direito. 
A perfeição encontra-se no mundo das ideias, apenas. E este plano metafísico é forjado a partir de nossos desejos, vontades e necessidades de supressão das verdades do caráter humano. “A humanidade é má…”, disse o poeta; pega a visão! No bojo geral, é isso; aja visto o passado de barbáries e massacres praticados uns contra os outros; e nem falamos das macros barbáries ou das hecatombes promovidas pela sanha humana na sua busca de riqueza e poder; nos referimos, pelo menos nesta breve reflexão, as micros barbáries, as indiferenças, ao descaso e ao escarnio com o qual tratamos um igual, em sentimentos e direitos… na parte que nos toca, em pigmento/melanina. 
A miséria produz este tipo de coisa, essa categoria de gente, que por si só já é a barbárie em sua mais pavorosa demostração de perversidade, mas não é monopólio dos miseráveis tais percepções e ações uma vez que o grosso da desgraça destilada ao mundo surge justamente dos produtores da miséria geral e irrestrita, surge dos mesquinhos, dos avarentos, dos estupradores que temem perecer na terra pela intensidade dos raios solares ou, usando um conceito caro à filosofia politica e econômica do final do século XIX, dos burgueses com seus olhos azuis de demônio; como salientou o irmão Malcolm X. 
Não podemos mensurar tal fato, mas matamos um ser com um olhar, com um simples comentário desestabilizamos todo o estado de espírito e psíquico de alguém e o empurramos para um primeiro estágio de uma quase depressão e incapacidade de ação ou revide. Racismo mata. Haverá o dia da simetria, suave! Entretanto, existem aqueles que, por terem o “coração bom”, criaram mundos ideais e passaram a viver dentro deles – não há problema nisso e nem de perto isso flerta com a esquizofrenia clínica – em que o amor, a justiça, a fraternidade e a solidariedade, são valores máximos, indiscutíveis, pedras basilares da existência e fundamentos de um projeto civilizatório mais condizente com as necessidades da natureza. E esses, com razão e sentimento, se indignam com a crueldade e injustiça dos outros para com os outros. Pensam que poderia ser um dos seus, seu sangue, sua carne. 
A dor e a compaixão são reais e não apenas roteiro de uma religião carcomida pela necessidade de existir e se perpetuar em detrimento das forças centrífugas da história. E se revoltam. E odeiam. E pensam maldade. E entram em crise por tais pensamentos. Mas não se importam. 
O amor pelos seus é mais forte e inexplicável. E explodem. E agridem e são agredidos ao agredir. E pensam nas consequências. E se retraem. E se calam. E não dormem a noite incomodados com bolas de desaforo entaladas na garganta. E são sufocados, na parte mais escura e silenciosa da noite, pela não ação do dia anterior. Pela negação de suas personalidades. Pela impotência. E gritam, em um ousado e rebelde silêncio, impropérios contra si mesmas. E pela manhã traçam planos para pintar o mundo real com as cores do seu mundo ideal: e isso é revolucionário… e isso é lindo porque dignifica a humanidade e restaura o melhor que existe nela. 
Tudo isso parece muito universal. E é. E o universal foi invenção do colonizador. Aqui ninguém está de bobeira! 
Para o colonizador, o universal é sinônimo de ocidental. E ocidental, por sua vez, é sinônimo de branco. 
O grande poeta da negritude, Aime Cesaire, tempos atrás, nos alertou sobre a necessidade de não se diluir no universal, pois somos pretos. Somos africanos. Temos que ter nossas próprias bases éticas e morais e buscar, a partir de uma prática genealógica, não aquela ferramenta e conceito teórico criado por Foucault, mas uma genealogia mais próxima de uma arqueologia dos sentidos, dos significados, das produções imateriais de uma África longínqua e que talvez exista somente em nossa mente, em nosso inconsciente, no sentido garveysta. Talvez essa África seja apenas um ethos que surgiu da necessidade de negação do branco e de suas barbáries. Não tem problema, não, pai! Com o Ocidente, sabemos, acontece o mesmo, apenas não é colocado em xeque! Pega a visão! É isso! Este tem que ser o entendimento: o poder nos fez ser “o diferente”, “o outro”, mas para nós, “pretos de elite”, usando o conceito do irmão pan-africanista por essência Thembi Sekou Okwui, “o outro” são eles, poucas ideias!, seja como for, vivemos em um mundo hostil e temos que fazer com que a nossa carne e nosso sangue, pois a história de opressão nos tornou um ser uno, indivisível, viva em um mundo melhor do que o mundo que nossos pais viveram e que, infelizmente, ainda somos obrigados a viver. 
Voltando ao início da reflexão, o ingrediente para superar as mediocridades humanas é o amor. Simples assim! Não falamos do amor platônico, do amor cristão ou menos ainda do amor medieval, eternizado por Tristão e Isolda… pensamos e agimos a partir de paradigmas estranhos à nossa carne, sangue e espírito… e isso nos deixa em permanente desequilíbrio com o mundo […] somos um povo adoecido […] a descolonização passa por estas questões… Enfim… falamos de amor de iguais, amor gerado pelo ódio àqueles que querem o nosso desaparecimento da terra… amor preto… amor africano… amor de malungos… de quilombolas… de escravizados em plena ação de rebelião e fuga!!! amor pelos pequenos, pelos velhos, pelos que partiram… Parando por aqui, que já tá meloso demais… e não temos tempo pra melodia […] temos que cultivar e cativar o amor, ensinar o amor, se os adultos já estão por demais adoecidos, que canalizemos nossas energias às crianças, pois as crianças se tornam o que os adultos possibilitaram que elas se tornassem… 
Não sejamos medíocres, então! Pega a visão!!! Sejamos dignos, íntegros, verdadeiros e respeitosos para com os nossos!! Saudações pan-africanas…

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

UCPA - 19. ENC. DOS ERÊ (Atividade p/nossas crianças)



Data: 17/Set/2016 - 14h.

Local: EMEF Antonio Pereira Ignácio

R. Sara Kubistchek,186 -Castro Alves - Cid. Tiradentes

* Contribuição: Suco, doce, brinquedo, doces, salgados

- Como chegar?
Ônibus Cid. Tiradentes
...descer no Term. Cid. Tiradentes
...seguir em direção ao bloqueio (saída) virar a esquerda... subir a R. Sara Kubistchek
...atravessar a rua
...e avistará a escola

domingo, 11 de setembro de 2016

Grito Negro (José Craveirinha)

Grito Negro Eu sou carvão!

E tu arrancas-me brutalmente do chão

e fazes-me tua mina, patrão.

Eu sou carvão!

E tu acendes-me, patrão,

para te servir eternamente como força motriz

mas eternamente não, patrão.

Eu sou carvão

e tenho que arder sim;

queimar tudo com a força da minha combustão.

Eu sou carvão;

tenho que arder na exploração

arder até às cinzas da maldição

arder vivo como alcatrão, meu irmão,

até não ser mais a tua mina, patrão.

Eu sou carvão.

Tenho que arder

Queimar tudo com o fogo da minha combustão.

Sim!

Eu sou o teu carvão, patrão.

sábado, 3 de setembro de 2016

Estamos em guerra - Danilo Ramsés - U.C.P.A (União dos Coletivos Pan africanistas) 02/09/2016

Estamos em guerra... guerra racial, mas só nós morremos... a supremacia branca nos mata todos dias de várias formas, e a sua polícia é apenas uma das várias formas de nos matar.
 E entre nós tem os que não sabem que estão em guerra, tem os que sabem mas estão do lado dos algozes, tem os que sabem e dizem combater o inimigo mas mais nos atacam do que atacam a supremacia branca, e os que estão se organizando dedicados determinados a ajudar a reerguer nosso povo preto lindo do mundo inteiro, e destruir por todos meios necessário quem nos destrói, matar o mundo branco, ocidental...
 liberdade, resgatar os valores africanos e reconstruir África...  temos muito trabalho pela frente, não será fácil, e nunca foi. Vai ter momentos que iremos achar que tudo que estamos fazendo não está trazendo resultados, mas o trampo é assim mesmo, de formiguinha.
Daqui a sei lá quantos anos mais irmãs e irmãos vão estar melhor preparados, o importante é que estamos plantando a semente da nossa libertação africana, que vai chegar, disso temos certeza... olha só, há alguns anos atrás todas as pretas e todos os pretos andavam de cabeça baixa, acoados, isso minha mãe diz pra mim, e até hoje tem, mas não como antes, porque plantaram a semente no passado, e estamos aqui, no passado quem usava nas favelas uma camiseta estampada 4P? Ou 100% Preto?  parece pouca coisa mas tudo isso é resultados dos nosso mais velhos que plantaram a semente no passado...
Precisamos estar mais entre nós, precisamos nos aquilombar, estar juntas e juntos como um povo preto forte, um povo africano, pode parecer loucura mas com todos os problemas auto ódio e etc, o único momento que nos sentimos bem é quando estamos juntos,  até os que nem sabem que são pretas e pretos, da pra sentir isso, veja as festas, no funk das quebradas, nos Dub, ou nos Black no centrão na sete de abril, enfim, só presente pra sentir isso, mas é a real, apesar dos pesares do auto ódio,  o que o nosso povo quer é estar junto, nos sentimos bem juntos, porém isso acontece mais na curtição apenas...
 Curtição, nosso povo é de festa também, mas estamos em guerra, guerra racial, precisamos lutar, a festa é linda e é uma arte, mas em uma guerra a arte pela arte não muda nada, então vamos fazer dessa arte um instrumento de luta, e que já temos  por exemplo o Hip Hop, que resgatou váriaaaaas e váriooooos pretas e pretos de todo o mundo, através seja na parte de Djs, do Break, do Graffiti, ou do Rap,  o Hip Hop resgatou a nossa verdadeira historia enquanto africanos, e abriu os olhos para essa guerra racial que vivemos, e muitas e muitos de nós estão na luta hoje graças ao Hip Hop,  particularmente o Rap, a Voz libertaria africana que ecoou pelos guetos, com vários livros ritmados transformados em música, e que graças ao Hip Hop hoje somos Pan africanistas,  porque nos fez ter acesso a histórias de lutas de libertação preta africana do passado e ter interesse por elas,  como aponta na letra o Preto Dum Dum do grupo de Rap Facção Central: "Pau no C* do português que pisou aqui, quero saber, ver e ler sobre meu herói Zumbi !!!!!" ,  sem o Hip Hop e particularmente o Rap, muitos de nós estariam ainda ignorantes e alienados, serviçais e submissos diante dos brancos, e pior, muitos teriam caído na armadilha que a supremacia branca nos impõe, as drogas e o crime...
 é, eles vivem nos incentivando ao consumo, tênis de marca roupa de marca, mas não nos dão emprego para comprarmos legalmente, isso faz com que muitos dos nossos vão roubar para ter, ou entram para o tráfico, único trampo que são aceitos...  esse é um exemplo de instrumento de arte como forma de luta que nos apontou o caminho...  a luta, a radicalidade, o amor ao nosso povo africano.
 E vamos nos organizar nessa guerra, o importante é formarmos nossas crianças, fortalecer os mais velhos, cuidarmos um dos outros, plantar as sementes revolucionárias do futuro, e jamais desistir, jamais ficarmos sem se defender aos ataques da supremacia branca, porque guerra é guerra...

Fogo na babilônia, Fogo no mundo branco ocidental!!!!!!!

PODER PARA O POVO PRETO


Danilo Ramsés - U.C.P.A (União dos Coletivos Pan africanistas) 02/09/2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Pan-Africanismo por essência: Partido dos Panteras Pretas (Tati Nefertari - UCPA - AGO/2016)

Pan-Africanismo por essência: Partido dos Panteras Pretas
(Tati Nefertari - UCPA - AGO/2016)

Quando falamos nos Panteras, as primeiras analises que surgem são de que eles eram um grupo radical de pretos comunistas, maoístas e outras analises que seguem o mesmo caminho, o que não é difícil de entender quando analisamos o contexto dos EUA pós segunda guerra e guerra fria. É através desse contexto que podemos encontrar a ligação deles com o comunismo, mas para, além disso, é necessário que façamos uma analise que vá na essência e nas raízes de quem era/foi os Panteras pretas.
Criado em 1966, os Panteras surgem como resultado da luta dos direitos civis, onde o racismo, pobreza, segregação, linchamento e a violência policial caracterizava a vida do povo preto nos EUA, se opondo a integração e ao movimento de não violência, foram influenciados por outros grupos de revolucionários pretos, em especial Malcolm X. Era através das filosofias e posições de Malcolm que os Panteras se baseavam, Bobby Seale declarou que “Sem Malcolm X o partido não teria surgido” e não so Seale, mas era unanime entre todos os membros, sendo capa então do jornal do partido, com a seguinte frase: “Malcolm X teve um impacto profundo na missão revolucionaria do Partido dos Panteras Pretas “.
Malcolm X era nacionalista preto e muçulmano da nação do Islã, que por sua vez foi influenciada por Marcus Mosiah Garvey e sua organização. Foi uma das vozes mais ouvida e respeitada nas comunidades pretas.

Poder Preto (Black Power)

Os Panteras eram adeptos do Poder Preto e viam a comunidade preta como uma colônia e concordavam sobre a necessidade de autodeterminação, pois precisavam desenvolver suas próprias fontes de força politica, econômica e cultural, por mais que seu slogan tivesse sido “todo poder ao povo” eles explicaram, mas precisamente nas palavras de Fred Hampton que todo poder ao povo era: “Poder preto para as pessoas pretas, poder amarelo para as pessoas amarelas...” e sendo uma organização revolucionaria nacionalista preta, eles defendiam e lutavam pelo poder preto.
Stokely expos o poder preto da seguinte maneira: “Para nós, o poder preto implica que nos libertemos das estruturas racistas e opressivas do poder branco. Isso exige que possamos controlar nossas coletividades Afro-Americanas, que possamos dirigir nossos próprios negócios, que tenhamos um poder de decisão no que concerne a politica e a economia”.
Viam a necessidade de criar uma organização que derrubasse o governo e colocasse o poder nas mãos da comunidade preta, chegaram a apresentar um plebiscito preto com o objetivo, de acordo com Eldridge Cleaver, de dar aos pretos a oportunidade de decidirem se queriam a criação de uma nação soberana própria, uma nação preta. Malcolm também já havia divulgado esse conceito. É então a partir daqui que surgiram seus programas e ações.

Programa dos 10 pontos

O programa de 10 pontos dos panteras, cujo titulo era “O que queremos agora! No que acreditamos” delineava os objetivos do partido, sendo elaborado através da influencia dos 10 pontos feito por Malcolm X para a nação do Islã, intitulada de “O que os muçulmanos querem” onde permaneceu apenas o caráter nacionalista de Malcolm/Nação do Islã.
O programa mostrava como a comunidade poderia ganhar poder e se organizar, mas também mostrava os propósitos do partido que foram colocados em praticas através de seus outros programas.

Programas dos Panteras

Ao decorrer da existência do partido, os panteras criaram e deram desenvolvimento a diversos programas como: Escolas de libertação, clinicas de saúde gratuitas, programa de distribuição de alimentos gratuitos, programa de vestimenta gratuita, centros de desenvolvimento para crianças, programa de calçados gratuitos, programa de ônibus gratuito para visitação a presos, fundação de pesquisa de anemia falciforme, cooperativas de habilitação gratuitas, programa gratuito de controle de praga, patrulhas comunitárias, e o seu programa de maior visibilidade, o café da manhã gratuito para as crianças.
O café da manhã gratuito para as crianças foi o primeiro programa dos panteras a ser realizado no final de janeiro de 1969, sob o comando de Seale. Quando Seale foi preso em agosto de 1969, David Hilliard que era chefe de gabinete passou a coordenar e deu prioridade no desenvolvimento dos programas. David via os panteras como uma família, o que de fato era, devido as tradições comunais (Comunalismo Africano) que ele havia vivido no Sul rural negro com sua família. Foi através dessas suas experiências que Hilliard deu crescimento aos diversos programas comunitários dos Panteras.
Os programas eram oferecidos nas varias filiais do partido, as vezes durante pouco tempo devido aos ataques constante que os Panteras sofriam, mas todos as filiais ofereciam o programa de café da manhã gratuito para as crianças.
O programa de café para as crianças chegou a alimentar, segundo os dados dos Panteras, VINTE MIL crianças no ano de 1969. A alimentação era feita com doações de supermercados e empresas locais e oferecidas em igrejas locais da comunidade, aqueles estabelecimentos que se recusavam a ajudar sofria com boicotes e piquetes, e envergonhamento diante ao publico via jornal dos Panteras, como alguns xingamentos do tipo "porco capitalista" e "religiosos hipócritas" e assim possibilitava o recebimento de muitas doações.  O programa destacava que a fome era um dos fatores que prejudicava no aprendizado das crianças, pois elas não conseguiriam aprender alguma coisa de estomago vazio, e atacava também o grave problema que era a fome infantil. Para a realização do café os Panteras chegavam ao local pela manhã, bem cedo, para prepararem as coisas para que a comida estivesse pronta nas chegada das crianças, e muito dos Panteras tinham que buscar as crianças em casa e após ao café leva-las para a escola. Durante a refeição, enquanto as crianças se alimentavam, os Panteras ensinavam lições de libertação através das mensagens do partido e ensinavam sobre a historia do nosso povo preto.
Após o sucesso do café da manhã, o partido iniciou o programa das clinicas de saúde, pois a população preta não eram atendidos pelo sistema de saúde local, e quando atendidos tinham um serviço muito precarizado, muitas pessoas nunca haviam ido ao a uma visita medica. As clinicas dependiam de serviços voluntários de médicos locais, enfermeiras e doações da comunidade, os serviços prestados eram: primeiros socorros, exames físicos, pré-natal, teste de envenenamento por chumbo, teste de pressão alta e anemia falciforme. Existiam pelo menos 11 clinicas e muitas levavam nomes de Panteras assassinados pela policia, como a clinica de Bunchy Carter de Saúde. Algumas além dos exames promoviam discussões sobre relações sociais do povo preto, como relações entre homens e mulheres e preocupações da juventude preta.
Permanecendo ainda na área da saúde, os Panteras criaram sua fundação de anemia falciforme que era uma doença que atingia cerca de 1 a cada 500 pessoa preta, levando campanhas de conscientização sobre a doença que levou a comunidade a aprender sobre a doença e se cuidar. A assistência medica dos Panteras incluíam também esforços para combater o vicio em drogas e muita das vezes eram liderados por ex viciados em drogas, que diziam que as drogas eram plano do opressor para garantir a nossa escravidão.
Um outro programa que se destacava era o programa de ônibus gratuitos para a visitação dos presos que ajudou muitos pretos encarcerados a manterem contatos com a família, já que o custo era muito alto para as passagens  e muitas família não tinham condições para isso. O programa tinha vários objetivos, dentre eles o de manter o contato dos presos com sua comunidade os ajudando na sua reabilitação, nesse sentido Ronald Stark argumentava: "Só porque um Irmão ou uma Irmã cometeu um crime é correto que eles sejam afastados de suas famílias, amigos e da comunidade sem nenhuma comunicação?" Outro objetivo era denunciar e alertar para a prisão injusta de um numero desproporcional de pessoas pretas, e das prisões injustas dos Panteras. Além disso era oferecido aos presos um programa de comissário gratuito, onde haviam serviços de advogados e doações de produtos de higiene pessoal e alimentos. Esse programa foi inspirado no programa da nação do Islã tido como exemplo o Irmão Malcolm e outros presos.  
Os Panteras criaram também as escolas de libertação, e lutaram bastante para torna-las eficazes, essas escolas ensinavam as revolução do Poder Preto, incluindo conhecimentos de historia preta, atendendo crianças do jardim de infância ate o fundamental, além de suas aulas de reforço. A escola do partido no Blooklyn implantou no currículo escolar uma grade afrocentrada, onde ensinavam além das historias africana, danças também.
Devido a experiência de muitos Panteras nas escolas, todos sabiam da necessidade de reeducar o povo preto que todo esse tempo havia tido uma educação falsa e sucateada, uma educação de obediência para continuarem escravos que era o sistema do poder branco os ofereciam.
Ao decorrer da criação e desenvolvimento dos programas, todos eles foram atacados, de todas as maneiras possíveis, seja física com os policias jogando bombas, ou seja com o governo distribuindo informações caluniosas. Mas foi através de seus programas que os Panteras como organização se mostraram nacionalistas pretos e sua ligação com outras organizações como a Nação do Islã e com o movimento de Garvey.

 Quem foi os Panteras Pretas?

Como Mumia Abu Jamal relata: "Nunca houve um só partido, mas mais de quarenta e cinco; núcleos e seções vivendo suas próprias peculiaridades e idiossincrasias locais, dispersos por todo o território dos Estados Unidos, com uma ramificação na Argélia, no norte da África, todos reunidos em uma só busca por um ideal revolucionário"
Eram um grupo de revolucionários, nacionalistas pretos, que estavam disposto a morrer pelo que defendia, pela total libertação do povo preto, pela completa libertação. Contra toda a estrutura racista do poder branco vicioso, para além de ideologias politicas, o comprometimento com a comunidade preta e com sua libertação era o que os guiava, ou como gostavam de dizer: "O Partido dos Panteras Pretas se consideravam uma organização nacionalista preta revolucionaria e levava a herança ideológica de Malcolm X"
A maioria dos membros entraram para o partido por causa do seu ideal, pelo ideal do Malcolm. Como podemos observar no caso de Lumumba Shakur, lider da seção do Harlem e Sekou Odinga lider da seção do Bronx, ambos faziam parte da OUAA Organização de Unidade Afro-Americana de Malcolm X, e entrou no partido apos a morte de King, pois procuravam uma organização que exemplificasse a visão e direção de Malcolm e seu amor pelo povo preto.
Eles faziam parte da Filial de Nova Iorque, que era uma das maiores, mais ativas e mais eficazes dos Panteras, onde a maioria (se não todos) usavam nomes Africanos, seus verdadeiros nomes no lugar do nome obtido como escravos. Alguns exemplos são: Kuwasi Balagoon, Abayama Natara, Baba Odiga, e entre eles tambem estavam Afeni Shakur. Isso tem muito a nos dizer!
Os Panteras Pretas eram Pan-Africanistas por essência, e suas ações nos mostram com a mais obsoluta certeza, é essa essencia que os mantém vivos, essa mesma essência que vem nos mantendo vivos e unidos, que fez surgir os Novos Panteras Pretas (declarados, Pan-Africanistas) Unidade e Poder Para o Povo Preto.

Libertem Mumia Abu Jamal!!!

(Tati Nefertari - UCPA - AGO/2016)